sexta-feira, 1 de outubro de 2021

VICCO lança o seu primeiro álbum, KAMIKAZE!

    

Foto e Arte: Leopoldo S.


Por Amanda Dombrowski

No dia 24 de setembro deste, VICCO lançou seu primeiro álbum, intitulado KAMIKAZE. Desde o ano passado, o artista já tinha lançado três singles que fazem parte do álbum.


VICCO conta que o álbum foi se construindo durante o tempo. "Eu sabia que queria fazer música indie-alternativa, mas ainda não tinha nada definido como temática e estética", explica ele.


A verdadeira inspiração para cada letra foi as suas experiências do cotidiano, assim, o álbum foi ganhando forma. "Existe um pouco de mim e do que eu vivi em cada verso", conta VICCO.


2020 foi um período difícil para o artista por conta da pandemia, desemprego e depressão, escrever era o seu refúgio. Assim, suas músicas foram surgindo como uma forma de se expressar.


"Hoje, ver que as pessoas se identificam com o que eu escrevo é o que me dá paz. Perceber que a minha arte muitas vezes funciona como um abraço. O meu maior objetivo, no final das contas, foi esse", diz VICCO.

                          Foto: Divulgação


Desafios e alegrias

Para o artista, o maior desafio foi vencer a insegurança quando o single "Achados e Perdidos" saiu, pois nesse momento ele ainda não tinha uma persona artística.


Porém, durante o processo de criação do álbum, ele foi se construindo, perdendo o medo de cantar, de ser visto e de ser o centro das atenções. "Eu acho que o maior legado de KAMIKAZE é o que ele trouxe para mim mesmo, os aprendizados e o fortalecimento que tive", conta.


O single "Achados e Perdidos" é um relato muito sobre quem o cantor é e sobre o que ele enfrenta. " É incrível como ela mudou para mim conforme eu fui evoluindo enquanto pessoa e enquanto artista, escrevi em um momento muito difícil" explica o artista.


Processo criativo

VICCO conta que o seu processo criativo é mais um acontecimento. "Há dias em que eu acordo com uma letra ou melodia na cabeça e já corro salvar, mas tem dias que não consigo escrever nada. Eu digo que a minha inspiração vem das vozes da minha cabeça e é literalmente isso", relata o artista


Ouça o álbum completo:

KAMIKAZE on Spotify


sábado, 25 de setembro de 2021

Liniker lança o seu primeiro álbum na carreira solo

 

Foto: Leila Penteado/Divulgação


Por Amanda Dombrowski

Liniker é cantora, compositora, atriz e artista visual brasileira. Neste ano, lançou seu primeiro álbum solo, este que obteve um crescimento de 355% em streams na plataforma Deezer. 


A sua identidade visual andrógina, começou a surgir em 2014, quando ingressou em uma escola de teatro. A partir desse momento, em seus trabalhos artísticos passou a misturar turbante, saia, batom e bigode, unindo sua voz rouca e grave com a limpa e aguda.


A crítica que Liniker pode trazer para a sociedade é a desconstrução daquilo que é imposto como masculino e feminino. Nos seus trabalhos não se define como homem ou mulher, sendo a representação de uma pessoa não binária, mas a artista é declarada como uma mulher trans.


Antes de investir em sua carreira solo, a cantora fazia parte da banda “Liniker e os Caramelows”. A banda iniciou em 2015, lançando o primeiro EP intitulado como “Cru”, esse projeto teve milhões de visualizações. Já em 2020, foi anunciada a separação do grupo.


No dia 09 de setembro de 2021, Liniker lançou o seu primeiro álbum solo, intitulado como “Indigo Borboleta Anil”, que tem participação de Milton Nascimento e Tassia Reis. O trabalho possui 11 faixas e traz os gêneros soul, R&B, hip-hop, samba, samba-rock e pagode.


Esse álbum traz memórias da infância, adolescências, assim como romances, representatividade e amor-próprio. As músicas mais ouvidas são “Antes de Tudo” e “Baby 95”. Os números dessa produção são incríveis, o álbum deu à cantora um crescimento de 355% em streams na plataforma Deezer, sendo em sua maioria ouvintes na faixa dos 26 a 35 anos. Além de ter streams no Japão, Estados Unidos, França e Irlanda.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

O sucesso de Anitta e a chegada ao VMA

 Ainda não superamos o VMA 2021, e não poderíamos deixar de falar sobre o sucesso de Anitta.

  

Por Amanda Dombrowski

Foto: Reprodução Folha de São Paulo

A Garota do Rio começou a cantar aos sete anos, em uma igreja, em Honório Gurgel, em um bairro no Rio de Janeiro. Anitta, ainda jovem fez aulas de dança e curso técnico de administração, ensinamentos que aplica até hoje em sua carreira.


A cantora é o carro chefe do seu próprio marketing. Em 2012 lançou a música "Meiga e Abusada", por conta do sucesso assinou, no ano seguinte, com a gravadora Warner Music Brasil. Assim, a música "Show das Poderosas", ficou em segundo lugar na parada de singles brasileira Hot 100 Airplay, da Billboard Brasil.


A partir desse momento seu sucesso foi crescendo cada vez mais. Anitta gravou diversos singles com grandes nomes internacionais, levando a música brasileira para onde vai e fazendo o seu nome fora do Brasil.


Neste ano, Anitta conquistou o marco de primeira brasileira a se apresentar no Video Music Awards (VMA), grande premiação internacional de videoclipes. A cantora fez uma performance com a música "Girl From Rio", iniciando como Larissa cantando em seu quarto e finalizando como a grande Anitta que é hoje, aquela que levou uma parte da música brasileira para o mundo todo.


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Lil Nas X: O ícone do ano no mundo do Hip Hop

 Indicado em cinco categorias do Video Music Awards 2021 (VMA), Lil Nas X venceu em três delas.

 
Por Amanda Dombrowski 
 
 

   Foto: Instagram Lil Nas X  

 

O Video Music Awards aconteceu no domingo (12) e contou com muitas performances incríveis, incluindo Camila Cabello, Olivia Rodrigo, Justin Bieber e Lil Nas X. O rapper chegou ao evento com um look que fez o mundo da moda parar, afinal, se não for para chamar toda a atenção, Lil Nas X nem vai.


O cantor foi indicado em cinco categorias, sendo elas: Clipe do Ano, Melhor Clipe Com Mensagem, Melhor Direção, Melhor Direção de Arte e Melhor Efeitos Especiais. Sendo vencedor das categorias Clipe do Ano, Melhor Direção e Melhor Efeitos Especiais, tudo graças a sua incrível obra de arte: Montero (Call Me By Your Name).


A performance de Lil Nas X no VMA deste ano foi ousada e cheia da sua personalidade de diva pop. Iniciando com a sua música Industry Baby, feat com Jack Harlow, o rapper tirou a camisa e sensualiza durante toda a coreografia. Lil finaliza a sua apresentação com Montero, obra premiada três vezes no evento.


Com o passar do tempo, Lil Nas X está dominando cada vez mais o mundo do rap. Montero já foi uma obra icônica, com muitas críticas, e mesmo assim o artista conseguiu se consagrar em um ambiente preconceituoso. A obra vencendo em três categorias, das cinco indicadas, representa muito para a comunidade LGBTQIA+. Que Lil consiga abrir portas para muitos outros artistas da comunidade dentro do mundo do rap.

domingo, 29 de agosto de 2021

Dia da Visibilidade Lésbica: Conheça um pouco mais sobre a DJ Lamarca

 

Foto: Arquivo pessoal

 Por: Amanda Dombrowski

Hoje, 29 de agosto, é comemorado o Dia da Visibilidade Lésbica, data importante que trata sobre assuntos como agressões e invisibilidade das mulheres lésbicas. Para tratar sobre o tema, conversamos com uma de nossas DJ's, Andressa Lamarca. Confira a entrevista!
 

Além de ser DJ, você tem um outro emprego. Pensando nisso, quais as maiores dificuldades que você enfrenta no seu dia a dia como mulher e homossexual? Na vida no geral e no trabalho?

Atualmente, estou em uma empresa que respeita quem eu sou e me dá espaço para ter visibilidade sobre o vale e causa. Porém, por ser mulher e homossexual já tive experiências de tentativa de “inferiorização” ou de rotulação, mas, infelizmente, quem nunca, né?
 

Você tem algum relato de preconceito?

Bom, meu relato mais triste é ter sido perseguida por membros da própria comunidade lgbtqia+ da cidade. Isso são águas passadas, mas é sempre bom ressaltar que a homofobia as vezes coexiste em lugares e pessoas que a gente menos espera.

A sociedade cria tantos padrões que até dentro da comumidsde que já é “fora do padrão” esperam que você esteja dentro de algum padrão.

 

Qual a importância do dia da visibilidade lésbica para você?

Ter um dia de visibilidade nos da a oportunidade de dizer coisas que muitas vezes não dizemos em outras dias. É um dia de relembrar lutas e compartilhar ideias, principalmente nas redes sociais por conta do alcance hoje em dia.
 

Você sente que a comunidade LGBTQIA+ precisa dar mais voz para as lésbicas?

Sinto absurdamente! Até porque se formos parar para analisar a mulher lésbica ou até mesmo bissexual ainda é taxada de “fetiche” quando falamos de machismo.

Muitas vezes passamos por situações quando estamos em casal em que homens se sentem no espaço de dizer que falta algo, mas quando temos um casal homoafetivo com dois homens eu acredito que isso raramente acontece.

A mulher só por ser mulher já é diminuída pelo machismo e patriarcado diariamente, a mulher lgbtqia+ multiplica isso e muitas vezes nós precisamos aprender que nossa voz tem valor e não devemos nos calar.
 

A comunidade lésbica é unida? Você acha que precisa de algo a mais?

Bom, eu sou excessão para algumas regras por ter um círculo de amigas muito unidas das quais nos respeitamos muito, nos tornamos família. Mas ainda sinto que a comunidade as vezes alimenta coisas oriundas do machismo como a ideia de “competitividade feminina”, baita besteira! Já estamos em uma posição fora dos padrões da sociedade e alimentar esses tipos de comportamento só nos enfraquece. Quanto mais unidas formos, mais espaço teremos e consequentemente mais respeito.

Dentro do feminismo você acredita que precisa de mais espaço para as mulheres lésbicas?

Eu não sou especialista no assunto, mas é comum ouvirmos das más línguas que mulheres feministas são  lésbicas, “sapatão”. Então, não! Eu acredito que o movimento feminista já é fortemente construído por mulheres lgbtqia+ e que na verdade são graças a elas que algumas mulheres héteros estão abrindo a cabeça e a voz para lutar contra comportamentos tóxicos da sociedade.


Esta foi a entrevista com Andressa Lamarca. Relembramos a importância do respeito, da equidade e de dar voz para as lésbicas dentro da nossa sociedade. Esta data também representa um dia de reflexão sobre a história e as atitudes de hoje voltadas para essa comunidade.

sábado, 28 de agosto de 2021

Lil Nas X: O sucesso do artista LGBTQIA+ no mundo do Hip Hop

Foto: Redes sociais de Lil Nas X


Por Amanda Dombrowski


Que a representatividade é importante em qualquer seguimento da sociedade, isso todo mundo sabe, mas Lil Nas X está indo além.


O artista tem 22 anos e é natural de Geórgia (EUA). Lil estourou em 2019 com a música Old Town Road. Já neste ano, lançou duas músicas de sucesso. Industry Baby, em segundo lugar no TOP 50 - Mundo do Spotify, e Montero, em 11° lugar na mesma lista.


Lil já era muito ativo no Twitter, assim fez todos os seus trabalhos com o objetivo de haters comentarem sobre eles na rede social. Assim foi crescendo e tomando espaço.


Um de seus trabalhos, Montero, é composto por muitas cores, figurinos chamativos e boas coreografias. O clipe inicia com o cantor no céu e após ficar tentado pela serpente é julgado e desce até o inferno em uma dança de stripper. 


Claro que isso gerou muita polêmica, mas era exatamente isso que Lil Nas X queria e conseguiu o sucesso.


Industry Baby não fica muito atrás, o clipe também tem cenas que podem ser criticadas por conservadores. Como, por exemplo, Lil Nas X dançando com vários homens nus.


O ambiente do rap é muito machista e mesmo Lil sendo um artista LGBTQIA+ ele conseguiu se sobresair, mostrando que o talento é o que importa.


Um artista internacional, criando produções nesse nivel mostra a importância e necessidade de se impor, principalmente no mundo da arte e fazer com que o público saiba que os artistas não se esconderão mais.

sábado, 21 de agosto de 2021

Você conhece o significado de cada letra da sigla LGBTQIA+?

 Por Amanda Dombrowski

Foto: Vix.com


Cada letra possui um significado e uma história, e para que o respeito e a diversidade recebam o espaço que merecem é necessário cultivar o conhecimento. Acompanhe a nossa matéria e saiba um pouco mais sobre cada letra.


L


O “L” representa a comunidade lésbica, que são mulheres cis ou trans que se sentem atraídas de forma afetiva e/ou sexual por outras mulheres, sendo também cis ou trans.

O termo lésbica surgiu através da poetiza Safo, que escrevia sobre o amor e sexo entre as mulheres, sendo uma refrência quando se trata de relações homoafetivas. Safo também abriu uma escola para mulheres onde falavam sobre arte e poder feminino.

Infelizmente as lésbicas eram relacionadas à perversão e hoje, por meio de muita luta, a comunidade está construindo um espaço de respeito.


G


O “G” de gay representa homens cis ou trans que se sentem atraídos de forma afeitva e/ou sexual por outros homens cis ou trans. Assim como as lésbicas, o termo gay também era associado a coisas ruins. Neste caso era ligado a homens que eram viciados em prazer e diversão.

No século XIX, a palavra gay era utilizada para falar sobre homens ou prostitutas que se relacionavam com muitas mulheres.  Somente em 1930 que o termo passou a receber o significado que tem hoje.


B


Neste caso, a letra “B” representa os bissexuais que são pessoas cis ou trans que se sentem atraídas por mais de um gênero, sendo essa uma atração afetiva e/ou sexual. Ao contrário do preconceito de muitos, a bissexualidade não é uma confusão ou irresponsabilidade, mas sim a sexualidade de tais indivíduos, sendo ela bem definida.


T


O “T” da sigla representa a comunidade transgênero/travesti. Neste caso, o termo não representa uma orientação sexual, mas uma identidade de gênero. Sendo assim, a letra trata de pessoas que não se identificam com o gênero feminino ou masculino.

O termo “trans” vem do latim e significa “além de”. Pessoas dessa comunidade são aquelas que não se identificam com o gênero de nascimento, dessa forma sendo homens trans e mulheres trans.


Q


A letra “Q” representa o “queer”, que antigamente era um termo utilizado para ofender pessoas LGBTQIA+, pois significa “estranho”. O queer é o termo que inclui todos aqueles que não se sentem representados pela heterocisnormatividade, não sendo nem hétero e ne cis. Não estando incluídos áqueles que se identificam com o sexo e também com o gênero em que nasceram.


I


O “I” representa a intersexualidade, que não é uma identidade e nem uma orientação sexual. Neste caso, as pessoas possuem questões biológicas diferentes, onde nascem com uma anatomia reprodutiva e sexual que não corresponde com as “normalizadas” para homens e mulheres. 

Sendo assim, os cromossomos, gônodas, hormônios e órgãos externos e internos dos intersexuais estão variados em diversas condições não sendo possível apresentar uma definição binária do sexo biológico.


A


A letra “A” da sigla representa os assexuais, sendo essa uma orientação sexual, neste caso não existe atração sexual por nenhum gênero, apenas atração afetiva. Os assexuais se envolvem com pessoas em que se sentem atraídas, mas nesse caso não existe nenhum desenvolvimento para a relação sexual.


+


O “+” reúne todas as letras da sigla, que completa fica LGBTT2QQIAAP que representa, respectivamente, lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, 2 Spirits, queer, questionado, intersexuais, assexuais, aliados e pansexuais. Abrindo para toda a comunidade e disposta a incluir aqueles que necessitam.

Julie San Fierro conta um pouco mais sobre os bastidores do seu visual set, o Bestiário.

Foto: Dezevecki / Edição: Julie San Fierro Por Amanda Dombrowski Bestiário é um Visual Set lançado por Julie San Fierro onde ela abre o seu ...